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segunda-feira, 16 de maio de 2011

maldito ócio atuante.

Calma,calma. Já já postarei algo legível por aqui ;)

inlove♥

Twitter, ah Twiteer !

quinta-feira, 5 de maio de 2011

a watched pot never boils!


Aiaiai,
preciso de um desabafo total, ultimamente tenho me sentido bruxa da Estranholândia. Sabe quando nada está do jeito que você acha que deveria estar,
ou seja, VOCÊ não está agindo da forma que deveria e também não consegue modificar isto?? Na verdade essa sensação me encontra toda vez que estou entediada das coisas que me rodeiam, roupas, costumes, manias, entre outras cositas mas... Parece que a minha fase de transição continua ativa, o que é terrível, pois não estou conseguindo dar dois passos a frente sem dar pelo menos um pra trás, isso quando eu não retrocedo os dois completamente :/
Não sei, é essa a resposta, pra quem está se perguntando ( PORQUE ? ), pois é, NÃO SEI, isso está comigo desde o início do ano, quando finalmente a minha rotina virou de ponta cabeça SUPER, horários, pessoas, tudo modificou de uma maneir
a brusca, que eu achava que estava preparada, mas não estava (MARMELAAAAADA !). Acontece que isto está me deixando inerte, e consequentemente INÚTIL, e eu tenho esperado anciosamente o fim disso, porque como eu posso dizer o que eu quero, quando eu não sei nem se quero ?
Talvez minha fase infinita de transição cabe perfeitamente a situação que estudei no curso de Inglês, que titula esse post e da tradução ao pé da l
etra se entende que " uma panela assistida nunca ferve! " deixo a metáfora .

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Partos e Abortos / ISTOÉ

Estima-se que um bilhão de pessoas em todo mundo tenham assistido na semana passada a um dos mais fantásticos acontecimentos dos últimos anos: o "parto" dos 33 mineiros chilenos, que foram renascendo, um a um, até subirem á superfície. Em vez do ventre materno, eles viveram 69 dias nas profundezas da mãe natureza. No lugar da placenta e do cordão umbilical, foram protegidos por uma cápsula metálica, com tubos de oxigênio. Foi como se a Terra parisse os homens e os devolvessem à luz.
Felizmente, esse resgate tão extraordinário permitiu uma pausa no noticiário sobre a disputa eleitoral brasileira. Aqui, os dois candidatos, Dilma Rousseff e José Serra, têm contribuído para fazer com que o processo sucessório mergulhe na mais completa escuridão. No mesmo dia do parto chileno, Serra compareceu á Basílica de Aparecida para explorar, de forma oportunista, um tema que deveria ser interditado em qualquer campanha presidencial: a religião. Embora tenha defendido o Estado laico, uma onquista da civilização, ele fez questão de citar seu programa para gestantes, o Mãe Brasileira, e de dizer que "cada coraçãozinho novo que bate no Brasil é uma esperança que se renova". Um recado claro em relação ao tema do aborto, que, a cada dia, consome as energias da candidata do PT - aquela que, segundo Mônica Serra, esposa do presidenciável tucano, defenderia o assassinato de criancinhas.
Em vez de esclarecer de uma vez por todas a sua posição, Dilma tem feito malabarismos que seriam desnecessários se dissesse algo muito simples. No íntimo, qualquer pessoa pode ser contra ou a favor do aborto - e a candidata petista provavelmente seria contra. Mas, como eventual presidente da República, é impossível fechar os olhos para uma realidade concreta: o Brasil realizou mais de 940 mil procedimentos abortivos em 2009, que foram responsáveis pela morte de 200 mulheres. Ou seja, embora não tenha sido legalizado no País, o aborto é feito à luz do dia. E as mulheres que correm mais riscos são as mais pobres, sem acesso ás clínicas particulares.
Nesse breu eleitoral, Dilma reuniu-se com os evangélicos e prometeu divulgar uma carta aberta condenando temas polêmicos, como o aborto e o casamento gay. É como se o Brasil, um país com 15% da população ainda vivendo na miséria, com índices inaceitáveis de violência urbana, uma infraestrutura sucateada e com educação sofrível, não tivesse problemas mais urgentes a resolver.
O risco é o eleitor chegar à conclusão, no dia 31, de que os dois candidatos são completamente alienados. Vivem alheios á realidade, como se estivessem soterrados nas trevas de uma mina chilena.
Leonardo Attuch
Istoé, nº 2136 - 20 out/2010, pg 49

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Bertolt Brecht